terça-feira, 12 de novembro de 2013

Traçando um paralelo

"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."
Romanos 8:38-39



Todos nós somos limitados. Todos temos fraquezas. Houve um tempo em que eu imaginava ser uma pessoa forte. Mas já faz tempo que Deus me mostrou o contrário. E me abraçou, e me moldou. Tem moldado..

Mas nestes dias já tenho a verdadeira convicção que a minha força vem de Deus! Foi na revelação da Sua vida em mim que pude perceber o quanto posso ser forte, pois Ele habita em mim hoje.

O fraco não consegue se manter de pé. Acredita (assim como eu um dia) que nada pode derrubá-lo, mas basta um sopro de vento vindo de qualquer parte, e cai. Como tenho visto isto acontecer!

Pude lembrar de alguns anos atrás o tombo que levei com um desses sopros. Cadê a fortaleza? Ela simplesmente era uma farsa. Eu era uma maquiagem e não sabia. Maquiagem sai com a água.

Quando essa fase vem à minha mente, O Espírito Santo me permite traçar um paralelo em minha vida. Fico imaginando como estaria vivendo o hoje sem a presença do Senhor. Não somente o hoje, mas todos os dias a partir do dia em que me ajoelhei diante da Sua presença para pedir ajuda.

Quando Thiago nasceu há sete anos atrás, Welington já não estava mais conosco. Matheus estava para completar seus 9 anos. O que teria acontecido a partir disso, se eu não me rendesse ao Senhor? Vou relatar o que vem à minha mente.

Eu estava “solteira”. Poderia ter tido qualquer outro tipo de relacionamento em busca de um “prazer vingativo”. Será que eu seria capaz de aceitar dentro da minha casa a presença de um outro homem simplesmente para obter prazer? Quando falo de prazer, não é somente o sexual, mas todo aquele que supre nossa carência. Ter uma companhia, se sentir desejada.. Certamente, se fosse naquele tempo eu responderia que “jamais” permitiria isso.. Mas como hoje aprendi que enganoso é o nosso coração, digo que seria possível sim. Poderia estar justificando os meus erros para permitir que meus filhos pudessem também errar.

E como ficaria a cabeça do Matheus? Hoje com 16 anos de idade, como estaria agindo ao ver sua mãe se submeter a tal comportamento há anos atrás?  Talvez hoje já teria se prostituído. Já teria agido conforme muitos meninos da sua idade, que por orientação de seus próprios pais se lançam para a perdição. Já poderia estar namorando sim e talvez já tivesse tido sua primeira experiência sexual com a namorada. O que ele poderia trazer de ensino para o próprio irmão? Que exemplo ele seria dentro de casa? Rebeldia da idade, tristeza por não ter seu próprio pai presente.

Hoje vejo a vida do Welington sendo erguida pelo meu Senhor. Como estaria vivendo caso não houvesse a orientação de Deus na minha vida a respeito da nossa família? Desde o começo da tal tempestade em nossas vidas, houve uma prévia de como seria. Deus permitiu que ele nos abandonasse, se envolvesse com outra pessoa, voltasse a beber, a fumar.. Que estrago! Trazendo para os dias de hoje, sem a presença de Deus, talvez ele já estivesse escravo do cigarro e do álcool novamente, embriagando-se para “tentar” esquecer o grande tropeço na vida. Talvez estivesse “casado” com uma outra pessoa, teria tido outro filho. Talvez até infeliz por não compreender o porquê de não “conseguir” ter um bom relacionamento com alguém.. Triste mesmo. Quem sabe até drogado? Pois um abismo chama a outro.

Quando Deus vem ao nosso socorro, sem nem ao menos pedirmos, é porque Ele quer nos ver fortes. Mas digo daquela força que desconhecemos ter e não daquela que achamos ter. Jesus tem me fortalecido a cada dia e me permitido contemplar tudo isso na minha família. Tenho visto Matheus envolvido com a igreja jovem, até à vista dos meus olhos, obediente, íntegro e com caráter (só Deus é onipresente). Thiago na sua idade, apesar da timidez, bom de coração, obediente e comportado.

Vejo o esforço do Welington em manter-se de pé, pois as tempestades não cessam. Jesus disse isso. Não seria fácil, assim como não foi pra mim no começo da minha caminhada. Eu não tive a compreensão dele próprio quando Jesus me alcançou, mas eu já tinha a tal fortaleza. E permaneci de pé. Assim ocorre com ele. Estes ventos, um dia cessarão, pois quem ordena é o próprio Jesus. É Ele quem faz o mar se acalmar e os ventos cessarem.

Incompreendidos sempre seremos. Caluniados, apontados de erros no passado. Mas nada disso fará com que sejamos fracos. Ao contrário do que muitos pensam, somos cada vez mais fortalecidos. Nossa fé tornou-se inabalável, pois ela está fundamentada numa rocha. Não é qualquer trovãozinho que nos deixará em pânico. Nosso temor e tremor hoje é ao Senhor dos Exércitos. Aquele que luta por nós.

É por isso que sempre que passamos por dificuldades, tempestades, tribulações, seja de qual natureza for, teremos a certeza de que, estando firmes seguindo para o alvo em obediência, estamos inabaláveis com O Senhor.

Hoje há de se pensar que o rumo da nossa história mudou. Mas isso não é verdade. O rumo teria mudado se, num momento de fraqueza, eu tivesse escolhido lutar com as minhas próprias forças. Mas me rendi ao verdadeiro Senhor de minha vida. E Ele está dando continuidade ao que Ele traçou.

Deus tem um projeto que nasceu em Seu coração, lá na eternidade. Seu projeto é ter uma família de muitos filhos, semelhantes ao Seu filho Jesus. Fazer parte deste projeto foi o que Ele traçou para todos nós. São as nossas escolhas que saem do eixo determinado por Deus. Ele não escreve certo por linhas tortas como muitos ainda declaram. Deus escreve certo, em linhas certas. Nós é que normalmente lemos (compreendemos) tudo torto e escolhemos o rumo errado.

Mas digo que não é fácil. Isso tem nos rendido humilhação diante de Deus, abandono de nós mesmos, de sentimentos adquiridos por uma trajetória mundana, como o orgulho, a soberba, o preconceito, a falta de amor ao próximo. Será que foi fácil para Jesus decidir se entregar por nós? Ser traído, humilhado, perseguido, açoitado e morto? Certamente não foi fácil. Ter o caráter de Cristo nem sempre agrada a todos. E quando essas mudanças são manifestadas em nós mesmos, o mundo nos vira a cara.

Mas glória a Deus por isso tudo, pois é nEle em quem cremos. É com Ele que iremos reinar. Essa é a diferença. Não queremos reconhecimento de ninguém, principalmente do mundo, pois hoje sabemos quem somos em Cristo e para onde vamos. Ele nos dá a garantia da vida eterna. Não porque queremos ou merecemos, mas porque Jesus tudo sofreu para que hoje nós reconhecêssemos Sua soberania em nossas vidas. Hoje fazemos parte desta grande família projetada por Deus.

Louvo ao Senhor da graça por todos os benefícios a nós concedidos. Pelo resgate de nossas vidas. Peço a cada dia para que não tropecemos, pois a Sua Palavra diz que aquele que acha estar de pé, cuide para que não caia. E tenho, sinceramente aprendido a me fortalecer nEle para que isso jamais ocorra, nem comigo nem com minha família. Deus me ajude a permanecer assim.

Se Deus quiser, ainda iremos contemplar muito mais nesta terra, pois fiel é Aquele que prometeu!

No amor de Cristo,
Tânia Monteiro



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